Jornalista Marcos Marinho ressalta ações sociais de Olimpio Oliveira Paraíba, 04/04/2011

Jornalista Marcos Marinho ressalta ações sociais de Olimpio Oliveira

     Segue Artigo do jornalista e ex-vereador Marcos Marinho, veiculada no dia 26 de Março de 2011, publicado na sessão de Opinião, do SITE www.apalavraonline.com.br, questionando “Cadê a Câmara?”.

Matéria Veiculada no SITE http://www.apalavraonline.com.br/noticia.php?id=25481

Cadê a Câmara?

     Tenho acompanhado com a devida distância o que acontece na Câmara Municipal de Campina Grande. Fui vereador, mas a cidade não aprovou o meu trabalho. Por isso não me devolveu para a Casa, restando daí o cuidado em não criticar o dia-a-dia dos eleitos para não parecer que estou com suave dor de cotovelo.
     Ocorre que a população "cassou" apenas o meu mandato, mas não o dever profissional enquanto jornalista e, assim investido, formador de opinião. Melhor dizendo: não cortou a minha língua. Aquela mesma que João Dantas, meu conturbado ex-colega de Legislativo, dizia ser "sibilina".
     Como jornalista, eu tinha uma visão ruim do Parlamento mirim campinense. Ao integrá-lo, a visão mudou. Para pior, infelizmente! O que o jornalista imaginava ser desencontro, desorganização, falta de gestão, na realidade é algo muito diferente: inexistência de espírito público, ignorância do que venha a ser princípio ético, descompromisso com o eleitor.
     Este último elemento, aliás, consegue ser justificado em sua essência. Ora, se para ser eleito o cara comprou o voto, para quem dar satisfações? Deu recibo e quitou o débito, então... E é assim mesmo a filosofia reinante em nosso Legislativo. A falta de gosto pelo trabalho parlamentar é impressionante. Dane-se a opinião pública se o vereador só tem três sessões ordinárias obrigatórias a comparecer.
     Até o livro-ponto mantém-se aberto para que o edil o assine na hora e quando quiser, sem obstáculos.
     Dia desses o médico Metuselá Agra, que é do PMDB e elegeu-se vereador, jogou na mídia uma das mais puras verdades do Parlamento. A de que pelo menos 70% dos vereadores, ele incluído, somente conseguiram se eleger comprando votos, pelas suas mais diferentes maneiras.
     Houve num instante primeiro uma teatral revolta dos colegas de Metuselá, todos querendo provas da acusação. Mas, até hoje, nenhum desses incomodados promoveu alguma ação firme para desmentir o colega. E em assim sendo, a verdade de Metuselá é incontestável. Qual seja: na Câmara Municipal de Campina Grade a quase totalidade dos seus membros "pula a cerca", ou seja, lá se encontram porque pagaram ilegalmente pelo mandato.
     É sim de dar nojo o comportamento da maioria dos atuais vereadores campinenses. Nada fazem, nada dizem, nada especulam, nada investigam, nada promovem para o bem geral da sociedade. É como se a Casa de Félix Araújo tivesse morrido, levada por algum tsunami.
     Salvo raras exceções, como a de um Tovar Correia Lima a investigar algumas situações da PMCG ou a de um Olímpio Oliveira a promover ações sociais no campo das drogas, a operosidade no nosso Legislativo igualmente morreu. E nós, campinenses, sequer podemos mandar pêsames, já que o defunto não tem deixado saudades no seio familiar.
     É hora, pois, de lamentar. E de pedir aos deuses sabedoria para esses homens que nos representam a fim de que possam envidar os melhores esforços na busca de um amanhã sem mentiras.
Desse modo poderemos ter uma considerável melhoria.
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