OLIMPIO: “A crise hídrica é um mar de omissão nos três níveis de governo.” Paraíba, 03/10/2015


OLIMPIO: “A crise hídrica é um mar de omissão nos três níveis de governo.”

OLIMPIO: “A crise hídrica é um mar de omissão nos três níveis de governo.”

O vereador Olimpio Oliveira fez um contundente discurso, em tom de desabafo, durante a Sessão Especial para debater a Crise Hídrica de Campina e da Paraíba, realizada na Câmara Municipal de Campina Grande, na manhã desta sexta-feira (02). Segundo Olimpio, o povo não aguenta mais ser enganado pelos políticos com suas falsas promessas e já não acreditam nas inúmeras expectativas geradas e não efetivadas: “É uma temeridade deixar uma questão grave e estratégica como a da segurança hídrica só nas mãos dos políticos, a classe produtora da cidade tem que se levantar, pois os políticos ficam empurrando suas responsabilidades para outros níveis de governos, enquanto a cidade caminha para o caos do colapso do abastecimento”, alertou Olimpio.

O vereador Olimpio foi mais além e apontou com fundamentos onde cada nível de governo está sendo omisso. Confira as omissões apontadas por Olimpio:

GOVERNO FEDERAL:

1.      A presidente Dilma anunciou no dia 02 de abril de 2013, em plena reunião da SUDENE, em Fortaleza (Ceará), a criação de uma Força Nacional de Emergência Contra a Seca, além de um observatório, que teria como missão fazer um diagnóstico hídrico do Nordeste. Uma promessa não cumprida;

2.      Dia 12 de Junho de 2013 - O Secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional comunica ao vereador Olimpio Oliveira, após ser provocado pelo teor do ofício nº 273-DRE-JMO, que o Açude Epitácio Pessoa estaria incluído e contemplado com obras para o desassoreamento do reservatório. Mais uma promessa não cumprida;

3.      No último dia 04 de setembro a presidente Dilma visitou a nossa cidade e prometeu a perfuração de poços profundos, mas até a presente data nada foi feito.

GOVERNO ESTADUAL:

·         O silêncio impera sobre qualquer tipo de Plano de Contingenciamento para o enfrentamento do iminente colapso do abastecimento de água. Órgãos como a AESA e a CAGEPA se limitam a minimizar a crise e a anunciar medidas paliativas como o racionamento. Não há qualquer indicativo de como a cidade será abastecida caso o Açude Epitácio Pessoa entre em colapso.

GOVERNO MUNICIPAL:

1.      Nada faz para efetivar o PLANO MUNICIPAL DE PREVENÇÃO AO COLAPSO DO ABASTECIMENTO DE ÁGUA, um projeto de iniciativa do vereador Olimpio Oliveira, o qual foi transformado na Lei Municipal nº 5.572, de 14 de abril de 2014, ou seja, o prefeito Romero Rodrigues sancionou a Lei, mas depois de mais de um ano de vigência da norma, ele nada fez para efetivá-la. Pelo Plano de Prevenção, o prefeito deveria convocar um Comitê Gestor para organizar um banco de dados com todas as informações referentes ao tema, além de deliberar sobre as estratégias para evitar o colapso do abastecimento de água e fomentar pesquisas e estudos sobre a segurança hídrica do município de Campina Grande. Além disso, o Plano prevê campanhas educativas para o uso racional da água; a criação de uma Força Tarefa para combater o desperdício de água; atuação junto aos setores da indústria, da construção civil e de outros grandes consumidores de água no sentido de estabelecer acordos setoriais para a implantação emergencial de fontes alternativas de abastecimento de água e de programas de reuso de águas. Nada disso foi feito pela Prefeitura.

2.      No último dia 15 de maio, o prefeito Romero Rodrigues coordenou o “Encontro Todos pela Água”, onde foram anunciadas várias medidas para enfrentar a crise hídrica, mas não temos notícias sobre a efetivação de tais iniciativas.

 





Assessoria de Comunicação